terça-feira, 3 de maio de 2016

"Se eu gostasse muito de ler" 27 (II série)

Programa 27
(Margarida, Mariana, Miguel, Jéssica e Joana
EB1 de Caia)

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Se eu gostasse muito de ler

Duas alunas leram poemas de sua autoria
Vários autores 
Asa editou
Roberto Pavanello escreveu
Fundamento publicou
 António Manuel Couto Viana escreveu
Vasco Gargalo ilustrou
Texto editou

segunda-feira, 2 de maio de 2016

!º de Maio - Dia do trabalhador

       A data remonta ao dia 1 de maio de 1886, nos EUA, quando mais de 500 mil trabalhadores saíram às ruas de Chicago, numa manifestação pacífica, exigindo a redução da jornada de trabalho para oito horas. Em consequência, a polícia tentou dispersar a manifestação, ferindo e matando dezenas de operários.
    A 5 de maio de 1886 os operários regressaram às ruas e registaram-se novamente feridos, com manifestantes a serem presos. A opinião pública repudiou a ação da polícia e do Governo, assim como das entidades patronais, e em 1889 o Congresso Operário Internacional, reunido em Paris, decretou o 1º de maio como o Dia Internacional dos Trabalhadores.
Em 1890 os trabalhadores americanos viram a jornada de trabalho diária ser reduzida para oito horas.
1º de Maio em Portugal

domingo, 1 de maio de 2016

Dia da Mãe (1 de maio)



Tenho de ir mãe, tenho de ir… preparei-te para este momento, avisei-te vezes sem conta, disse quando, disse como, fechei a porta e saí. Nunca acreditaste que o fizesse, nunca acreditaste que esse dia chegaria, dentro de ti existiu sempre uma réstia de esperança que seria sempre o teu menino, que seria sempre o teu companheiro, que ficaria “preso” no teu porto seguro.
Tenho de ir mãe, tenho de ir… o silêncio consome-te e é apenas quebrado pelas telenovelas e “Portugais em Festa”, olhas para o telemóvel na esperança que toque e cada dia que passa recorda-te o que tiveste e agora não tens… Vagueias pela casa fixando o teu olhar em recordações silenciosas de um passado que devia ser presente, mas está ausente…
Tenho de ir mãe, tenho de ir… preciso de queimar o jantar, dobrar mal a roupa, limpar a casa de banho e apreciar a ausência de cotão pelo chão. Preciso de pagar as contas, de usar as calças e sair das saias, preciso ser homem e deixar o menino…
Tenho de ir mãe, tenho de ir… olharei para casa como a minha casa, olharei para o quarto como o meu quarto, olharei para a almofada como a minha almofada, olharei e lembrarei o que sonhei, pensei, imaginei e que agora é mãe, agora é….
Tenho de ir mãe, tenho de ir… voltarei diferente, mais seguro, mais forte, mais marido, mais pai. Serei outro e serei o mesmo… Terei rugas, cabelos brancos, terei 30, 40, 50, mas para ti serei sempre aquele magricela de acne salpicado, que te perguntava se a roupa ficava bem e te dizia que não vinha tarde…
Tenho de ir mãe, tenho de ir… recorda o passado, vive o presente e abraça o futuro, ensina-me uma última vez mãe, ensina-me… ensina-me a deixá-la ir, ensina-me… pois um dia também eu tenho de a ver partir, também eu tenho de a ver bater a porta e senti-la fugir…
Tenho de ir mãe, tenho de ir…
Preciso de ir mãe, preciso de ir…
Deixa-me ir mãe… deixa-me ir…
Dedicado a todas as mães que nos deixaram ir…
                                                                                                                                  in Blogue da RBE
Ligações relacionadas:

terça-feira, 26 de abril de 2016

"Se eu gostasse muito de ler" 26 (II série)

Programa 26
(Alexandra, Beatriz Alegria, Beatriz Barradas, Carolina, Catarina e Daniela - EB1 de Caia)

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Alice Cardoso escreveu
Sandra Serra ilustrou
Edições Nova Gaia editou
Luisa Ducla Soares editou
Ana Cristina Inácio ilustrou
Livros Horizonte editou
Mia Couto escreveu
Caminho editou
António Manuel Couto Viana escreveu
Vasco Gargalo ilustrou
Texto editou
Miguel Sousa Tavares escreveu
Fernanda Fragateiro ilustrou
Oficina do livro editou