Dia Mundial de Consciencialização da Violência Contra a Pessoa Idosa

O Dia Mundial de Consciencialização da Violência Contra a Pessoa Idosa celebra-se a 15 de junho. Esta data foi instituída em 2006, pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Rede Internacional de Prevenção à Violência à Pessoa Idosa.
A data pretende alertar a população mundial para um problema que muitas vezes é silenciado e que ocorre, principalmente, em contexto familiar. Torna-se necessário criar uma cultura de não tolerância e de não normalização da violência contra a Pessoa Idosa.
De acordo com o Conselho Europeu, a Violência Contra a Pessoa Idosa constitui “todo o ato ou omissão cometido contra uma pessoa idosa, no quadro da vida familiar ou institucional e que atenta contra a sua vida, a segurança económica, a integridade física e psíquica, a sua liberdade ou que comprometa, gravemente, o desenvolvimento da sua personalidade”. A violência contra a pessoa idosa é uma grave violação aos Direitos Humanos.
In Sitio Oficial do Gabinete Social de Atendimento à Família IPSS


Poesia Popular da autoria de Manuel Casado Grilo, natural de Fortios. Escrita por volta do ano 2000, aos 77 anos de idade...

 

MOTE

De onde nasceu a Ciência?

De onde nasceu o Juízo?

Eu calculo que ninguém tem

Tudo quanto lhe é preciso.

  

De onde nasceu o Ator, com forças

Para trabalhar,

Para fazer a terra dar

Plantas de toda a cor.

De onde nasceu tal valor?

Seria uma força imensa

Há muita gente que pensa

Que o poder nos vem do Cristo.

Mas antes de tudo isto,

De onde nasceu a ciência?

 

 De onde nasceu a saber?

Do homem naturalmente.

Quem gerou tal vivente

Sem nada no mundo haver

Eu gostava de conhecer

Quem foi que formou o piso

Que a todos nós é preciso.

Até o mundo ter fim

Não há quem me diga a mim

De onde nasceu o Juízo?

 

  Sei que há homens educados

Que tiveram muitos estudos,

Mas esses não sabem tudo

Também vivem enganados,

Depois dos dias contados

Morrem quando a morte vem.

Há muito quem se entretêm

A ler um bom dicionário,

Mas tudo o que é necessário

Calculo que ninguém tem.

 

 Ao primeiro homem sabido

Quem foi que lhe deu lições,

Para ter tantas habilitações

E ser assim instruído.

Quem não estiver convencido

Concorde com este aviso,

Eu nunca desvalorizo

Aquele que saber não tem,

Porque nunca nasceu ninguém

Com tudo quanto lhe é preciso.

 Manuel Casado Grilo


Cartaz e poesia enviados pela professora Ermelinda Grilo

Comentários